Centro de Controle Operacional Integrado é Inaugurado no Porto de Santos

Novo Centro de Controle Operacional Integrado de Santos: movimentação de trens de forma integrada e inteligente.
Novo CCOI de Santos: movimentação de trens de forma integrada e inteligente. Acervo Trens e Trilhos

O Porto de Santos movimentou um recorde de 186,4 milhões de toneladas de cargas em 2025. Desse total, 30% partiu ou chegou no porto de trem, muitas vezes de maneira ineficiente devido a controles descentralizados e falta de sintonia entre as diferentes concessionárias.

No entando, com a inauguração do Centro de Controle Operacional Integrado (CCOI) pela MRS essa semana, o maior porto da América Latina se prepara para aumentar ainda mais a particiação do modal ferroviário nas cargas originadas ou com destino aos seus terminais.

A partir de agora, MRS, Rumo, VLI e a Ferrovia Interna do Porto de Santos (FIPS) vão operar a movimentação dos trens de um mesmo lugar, de maneira sincronizada, utilizando tecnologia de ponta no novo CCOI.

Infraestrutura ferroviária modernizada

Além do Centro de Controle Operacional Integrado, seis novos pátios ferroviários foram entregues: Prainha, Jurubatuba, Quilombo, Areais, Campo Grande e primeira fase de Santos.

Somados aos pátios, 90km de linhas foram modernizados com trilhos perfil TR-68, modelo próprio para linhas de altíssima capacidade, suportando cargas de até 32,5 toneladas por eixo.

Também entram na lista dos investimentos 126 AMVs (aparelhos de mudança de via), sinalização CBTC e CTC em 34 quilômetros, além de viadutos e passarelas para diminuir conflitos urbanos crônicos, entre trens, pedestres e veículos.

R$ 2 bilhões investidos

Trem no Porto de Santos: novo CCOI promete revolucionar movimentação dos vagões.
Trem no Porto de Santos: novo CCOI promete revolucionar movimentação dos vagões. Acervo Trens e Trilhos

Com investimento total de R$ 2 bilhões pela MRS na Baixada Santista, o porto e suas linhas de acesso poderão receber agora trens de até 2.400 metros (entre 120 e 140 vagões), circulando sem rotas sobrepostas, atrasos nem custos extras.

Com as novas estruturas, o planejamento operacional passará a trabalhar com horizonte D+3, ou seja, antecipando as demandas e planejando as movimentações com três dias de antecedência. Assim, uma operação que vivia enroscada em gargalos, passa a movimentar os trens de maneira sincronizada e planejada.

Isso se traduz diretamente em maior eficiência e capacidade de carga, diminuindo o tempo médio de permanência dos vagões no porto e melhorando o desempenho das ferrovias.

Rumo, MRS e VLI investem continuamente para captar mais cargas no interior — e quase toda essa carga é escoada por Santos. Com o novo CCOI e demais investimentos no porto, Santos se moderniza no presente e se prepara para o futuro.

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